| RASGANDO O VERBO - LUSOFONIA | |
O homem para a história entrou No exato momento em que falou. Falavam uma só língua... Conta-nos a lenda da Torre de Babel Que os homens pretendiam chegar até o céu. Uma grande torre construíram E Deus conhecendo seus planos, Enviou seus anjos que os confundiram. Nunca mais se entenderam E a Torre, não concluíram. Originaram-se todas as línguas... Apareceu o indo-europeu Que na confusão das línguas se ramificou E sem mais e nem porquês, No topo da árvore, surgiu o Português. Língua viva que do Latim se originou. No ato dos conquistadores O superestrato aconteceu. Quem não falava, morria! E o nativo se envolvia nessa fala estranha. Tornou-se um aloglota, O substrato, o nheengatu, morreu! O portunhol é o adstrato na fronteira: “Toda a América “habla”, só o Brasil, fala.” A terra nova era bela, ao Rei teria que contar E Pero Vaz de Caminha, começou a relatar: “A feição deles é serem pardos,de maneira d’avermelhados, De bons rostos e bons narizes bem feitos”. Da terra rasgada, da terra fendida do nheengatu Surgiu Sorocaba no Itavuvu. Fala sorrindo, os erres abrindo, O verbo rasgando do bom Português. Duzentos e cinqüenta milhões de falantes integram a lusofonia. 507 anos são passados No Brasil do Português Que com braços fortes se fez Numa Arca de Noé Micigenando as raças Lusofonando com graça. |
Poesias de Maria Antonieta Pincerato
Poesias de Maria Antonieta Pincerato
sábado, 15 de janeiro de 2011
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