Poesias de Maria Antonieta Pincerato

Poesias de Maria Antonieta Pincerato

sábado, 15 de janeiro de 2011

RASGANDO O VERBO - LUSOFONIA

 
O homem para a história entrou
No exato momento em que falou.

Falavam uma só língua...

Conta-nos a lenda da Torre de Babel
Que os homens pretendiam chegar até o céu.
Uma grande torre construíram
E Deus conhecendo seus planos,
Enviou seus anjos que os confundiram.
Nunca mais se entenderam
E a Torre, não concluíram.

Originaram-se todas as línguas...

Apareceu o indo-europeu
Que na confusão das línguas se ramificou
E sem mais e nem porquês,
No topo da árvore, surgiu o Português.

Língua viva que do Latim se originou.

No ato dos conquistadores
O superestrato aconteceu.
Quem não falava, morria!
E o nativo se envolvia  nessa fala estranha.
Tornou-se um aloglota,
O substrato, o nheengatu, morreu!

O portunhol é o adstrato na fronteira:
“Toda a América “habla”, só o Brasil, fala.”

A terra nova era bela, ao Rei teria que contar
E Pero Vaz de Caminha, começou a relatar:
“A feição deles é serem pardos,de maneira d’avermelhados,
De bons rostos e bons narizes bem feitos”.

Da terra rasgada, da terra fendida do nheengatu
Surgiu Sorocaba no Itavuvu.
Fala sorrindo, os erres abrindo,
O verbo rasgando do bom Português.

Duzentos e cinqüenta   milhões de falantes integram a lusofonia.

507 anos são passados
No Brasil do Português
Que com braços fortes se fez
Numa Arca de Noé
Micigenando as raças
Lusofonando com graça.


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